O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou o arquivamento de um pedido feito por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para investigar Carla Ariane Trindade, ex-nora de Lula, que foi casa com foi casada com Marcos Cláudio Lula da Silva, por falta de “indícios mínimos suficientes de irregularidade ou ilegalidade”.
O pedido feito pelo senador, segundo o TCU, foi baseado em fake news divulgadas pela mídia liberal e amplificadas pelo ecossistema bolsonarista sobre uma suposta influência da ex-nora do presidente no Ministério da Educação em contratos da empresa Life Educacional npara fornecimento de material didático e kits de robótica para as prefeituras de Sumaré, Limeira, Morungaba e Hortolândia, no Estado de S.Paulo.
Especulações divulgadas pela mídia liberal diziam que Carla Ariane teria sido paga para obter influência no ministério, sem apresentar quaisquer provas.
Em suas redes sociais, Flávio Bolsonaro amplificou a narrativa e usou informações divulgadas pela revista Oeste, do ecossistema bolsonarista, para entrar com pedido junto ao TCU.
“A ex-nora aguardando a Polícia Federal ao lado do Lulinha? As coisas só ficaram ainda mais “estranhas” nesse escândalo todo…”, publicou o senador nas redes.
No entanto, O TCU afirmou que o pedido de Flávio Bolsonaro “se fundamenta essencialmente em matérias jornalísticas”, sem apresentar quaisquer provas.
“A peça inicial não apresenta indícios mínimos suficientes de irregularidade ou ilegalidade, pois se fundamenta essencialmente em matérias jornalísticas, desacompanhadas de documentos aptos a individualizar fatos, identificar procedimentos licitatórios ou contratos específicos e delimitar eventuais responsabilidades”, diz trecho do acórdão publicado no dia 26 de maio.