Michelle Bolsonaro impôs uma condição para participar ativamente da campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL): um pedido público de desculpas por parte de Flávio e de Eduardo Bolsonaro. De acordo com lideranças do partido, a ex-primeira-dama considera indispensável uma retratação antes de assumir qualquer protagonismo eleitoral na disputa. O distanciamento entre Michelle e o senador já vinha se acumulando ao longo dos últimos anos, mas teria se agravado após Flávio classificá-la como “autoritária” durante divergências internas envolvendo decisões políticas do PL.
As tensões também alcançam Eduardo Bolsonaro, cuja relação com Michelle permanece desgastada. Segundo interlocutores próximos, o rompimento foi aprofundado pela resistência do ex-deputado à possibilidade de Michelle disputar a Presidência ou integrar uma chapa como candidata a vice-presidente, além de seu apoio à candidatura de Flávio ao Palácio do Planalto. Aliados da ex-primeira-dama afirmam que ela não pretende participar da campanha enquanto não houver um gesto público de reconciliação dos enteados, transformando a crise familiar em mais um capítulo das disputas internas que atravessam o bolsonarismo.