Lula manda direta para Trump: “Não se meta nas eleições do Brasil”

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu, nesta quarta-feira (17), a seu homólogo americano, Donald Trump, que “não se meta nas eleições do Brasil” em outubro, nas quais buscará a reeleição.

O presidente americano “tem direito de ter as preferências eleitorais dele”, mas “as eleições do Brasil são um problema do Brasil”, disse Lula em Genebra, após participar como convidado da cúpula do G7 na França.

Trump é aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, cujo filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ), será o principal adversário de Lula nas eleições.

China

Lula afirmou hoje também que discorda do posicionamento da União Europeia sobre a China, que foi discutida na Cúpula do G7. Os europeus se queixam de uma competição desigual com os chineses, e Lula diz “não querer entrar na briga” e que o país asiático é um “parceiro privilegiado” do Brasil.

“Nós não queremos entrar na briga dos dois. Para nós, a China é importante. Eu não tenho nenhuma queixa da China. A balança comercial com o Brasil é de US$ 165 bilhões com superávit para o Brasil. A relação com os EUA, ano passado, foi de US$ 80 bilhões, com déficit de US$ 10 bilhões para o Brasil. Então, obviamente, a China passa a ser um parceiro privilegiado para o Brasil”, afirmou Lula em declaração à imprensa em Genebra (Suiça).

Lula afirmou ainda que os investimentos chineses da BYD motivaram a concorrentes brasileiras a aumentarem os investimentos. Ele lembrou que depois da chegada da empresa, outras indústrias anunciaram investimentos, até 2030, de R$ 190 bilhões.

“Quando a China vem com a BYD fazer investimentos na Bahia, imediatamente, as indústrias brasileiras anunciaram para mim um investimento, até 2030, de R$ 190 bilhões, coisa que não faziam há muitos anos. A participação da China tem mobilizado as pessoas a participar”, afirmou.