Carlos diz que Bolsonaro está “comendo cascas de pão” na prisão

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Carlos Bolsonaro publicou no sábado (31) um relato sobre a visita que fez ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na Penitenciária da Papuda, em Brasília. Na postagem, o vereador descreveu ter encontrado Bolsonaro “abatido, apático e soluçando” durante o encontro na unidade prisional.

Segundo Carlos, a visita ocorreu na companhia do advogado identificado como @JHNdeF. No texto, ele detalhou momentos do encontro, afirmando que os dois comeram “algumas cascas de pão de forma” e que ele teria lavado os talheres de plástico usados pelo ex-presidente. Carlos também afirmou que conseguiu provocar uma risada do pai, encerrando o relato com a frase: “Objetivo alcançado”.

Na publicação, o vereador ressaltou que a descrição não teria caráter emocional. “Não relato isso como demonstração emotiva, mas como registro estritamente factual”, escreveu, buscando apresentar o conteúdo como uma narrativa objetiva da situação do ex-presidente no cárcere.

Ainda na mesma postagem, Carlos Bolsonaro direcionou críticas ao tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro e delator no processo relacionado à tentativa de golpe. Ele responsabilizou o militar pelo impacto das investigações sobre apoiadores e aliados do ex-presidente. “Você é um dos principais responsáveis pelo esfacelamento de pessoas de bem e pela destruição de milhares de famílias”, afirmou.

Jair Bolsonaro está preso após condenação no Supremo Tribunal Federal (STF) por participação no núcleo central da trama golpista que buscou impedir a posse do presidente eleito em 2022. A decisão foi baseada em investigações da Polícia Federal e em denúncias apresentadas pela Procuradoria-Geral da República, que apontaram articulações políticas e militares para romper a ordem democrática.

Mauro Cid tornou-se peça central no caso após firmar acordo de delação premiada. No depoimento, relatou reuniões, documentos e estratégias associadas ao plano, incluindo a elaboração da chamada “minuta golpista”. As informações prestadas pelo ex-ajudante de ordens embasaram parte das acusações que levaram à condenação de Bolsonaro e de outros envolvidos.