Carlos diz que Bolsonaro está abatido e culpa Cid por “famílias destruídas”

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Após visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) afirmou que o pai está “apático”, “abatido” e que continua soluçando. O relato foi publicado nas redes sociais neste sábado (31).

Na postagem, Carlos também responsabilizou o tenente-coronel Mauro Cid pelo que chamou de “esfacelamento de pessoas de bem” e pela “destruição de milhares de famílias”. Segundo ele, a situação seria consequência da delação firmada por Cid no âmbito das investigações sobre a trama golpista.

Carlos Bolsonaro relatou ainda detalhes do encontro com o pai dentro da unidade prisional. De acordo com a publicação, ele teria comido cascas de pão de forma, lavado talheres de plástico e conseguido arrancar uma risada do ex-presidente durante a visita.

As visitas aos sábados foram autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão tomada na última quinta-feira (29).

Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, foi condenado a dois anos de prisão em regime semiaberto. Ele é apontado como peça central na delação relacionada ao caso da tentativa de golpe. Recentemente, recebeu autorização do comandante do Exército, general Tomás Paiva, para ir para a reserva da instituição.

Na sexta-feira (30), a administração do Complexo Penitenciário da Papuda encaminhou ao STF um relatório detalhando a rotina diária de Jair Bolsonaro entre os dias 15 e 27 de janeiro de 2026. O documento foi solicitado por Moraes no início da semana.

Segundo o relatório, Bolsonaro recebe atendimento médico diariamente, tanto de profissionais particulares quanto de equipes da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal.

O ex-presidente também iniciou sessões de fisioterapia em 17 de janeiro, atividade que passou a ser realizada de forma quase diária. Além disso, mantém uma rotina regular de caminhadas dentro da unidade como forma de atividade física.

Em relação às visitas, o presídio registrou que Bolsonaro recebe semanalmente a esposa, Michelle Bolsonaro, às quartas e quintas-feiras, conforme previsto nas normas internas. O documento também aponta que os encontros com a equipe de advogados ocorrem com frequência praticamente diária.